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Corre que o bicho está pegando! Parlamentares querem a saída de Lula ou deixarão o PT

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Cerca de 40 parlamentares petistas, em sua maioria deputados federais, se reuniram no início desta semana para divulgar um manifesto exigindo a antecipação das eleições internas do partido. O grupo se chama “Muda PT” e bate o pé: quer a realização de um encontro partidário no mês de dezembro para convocação de um congresso da sigla.

Este foi o único consenso da reunião ocorrida pela manhã. O clima foi tão pesado que os parlamentares admitiram até a criação de uma nova sigla, o que permitiria uma saída coletiva. Daí pensaram um pouco e viram que a fundação de uma legenda exige tempo. Por isso, o grupo decidiu se dedicar, por enquanto, à criação de uma frente ampla, que nasceria da fusão do PT com outros partidos.

A tal “nova frente” seria uma última tentativa para que permaneçam no PT sem sofrer o desgaste da sigla. Na reunião, no entanto, alguns parlamentares reconheceram a dificuldade de atrair legendas interessadas em uma fusão com o partido. Frustrada essa coalizão partidária, restaria a última cartada: fundar um partido ou deixar o PT. Anfitrião do almoço, o deputado federal Décio Lima (SC) explica que uma fusão seria mais prática do que a criação de uma nova legenda. Sua opinião, porém, não é majoritária no grupo.

Emissários do movimento falarão com Lula ainda nesta semana. Eles deram um prazo para resolver tudo até 3 de dezembro. Décio Lima conta que tem conversado informalmente com integrantes de outros partidos, como o PDT, PC do B, PT do B e até PMDB. Mas a discussão ainda está no começo.

“Quando falo em frente ampla, falo em uma organização tática vinculada ao processo eleitoral de 2018”, disse Décio. Participante do encontro, o ex-ministro Pepe Vargas (RS) tentou jogar panos quentes e negou que seja um ultimato: “não tem esse caráter”, afirmou. “A gente discute cada coisa a seu tempo.”

Maria do Rosário, Paulo Teixeira e Moema Gramacho também estavam na reunião. A partir de agora, os petistas procurarão oficialmente potenciais coligados, como o PT do B.

“Temos até 2018 para decidir. O importante é criar uma nova esquerda, sem corporativismo”, defende o deputado Silvio Costa (PT do B – PE), que acompanha os movimentos do grupo petista.

A tal “frente ampla” está se tornando “treta ampla”.

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