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Eduardo Cunha arrola Lula, Temer e Delcídio como testemunhas de defesa

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O ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB), preso no dia 9 de outubro, convocou como testemunhas de defesa o presidente Michel Temer (PMDB), o ex-senador cassado Delcídio do Amaral (sem partido) e o ex-presidente Lula (PT), na ação penal que responde na Operação Lava-Jato.

Cunha foi preso acusado de receber propina em um contrato de exploração de um campo de petróleo firmado pela Petrobrás, em Benin, na África. A acusação do MPF (Ministério Público Federal) também sustenta que o ex-deputado teria usado contas na Suíça para evadir dívidas e lavar o dinheiro desviado.

A convocação das testemunhas faz parte da defesa pŕévia de Cunha protocolada na Justiça Federal nesta terça-feira (1). Os advogados do ex-deputado negam que Cunha tenha recebido qualquer dinheiro proveniente de propina do contrato da Petrobrás.

Eles pedem a rejeição da denúncia do MPF, e também a suspensão do processo até que sejam julgados embargos de declaração de dívidas apresentados ao STF (Supremo Tribunal Federal).

De acordo com o MPF, a liberdade de Cunha poderia representar um risco a instrução da ação penal, uma vez que haveria a “possibilidade concreta de fuga em virtude da disponibilidade de recursos ocultos no exterior”.

Além de Lula, Temer e Delcídio, Cunha ainda convocou o ex-presidente da Petrobrás, Nestor Cerveró, e o pecuarista sul-mato grossense e amigo de Lula, José Carlos Bumlai, como testemunhas de defesa. Uma série de nomes de ex-deputados e senadores aliados ao peemebista foram convocados.

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