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“Espero que o Brasil sobreviva”, diz Sérgio Moro sobre a delação da Odebrecht

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Nem o próprio juiz Sérgio Moro foi capaz de disfarçar o grau de preocupação com as informações que serão prestadas pelo presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, preso pela Polícia Federal por envolvimento em esquema de corrupção ligado aos políticos da alta cúpula brasileira.

Marcelo Odebrecht assinou termo de acordo de delação premiada onde contará detalhes sobre todo esquema montado para pagamentos de propinas em troca de contratos públicos bilionários.

Todo processo foi formulado na cidade de Curitiba. Ao todo são mais de 300 anexos contendo uma vasta lista de nomes de políticos recebedores de dinheiro para liberação de contratos.

Entre as personalidades públicas e políticas abordadas na publicação, destacam-se os ex-presidentes da República, Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff; o atual chefe de governo, Michel Temer; o Aécio Neves, Geraldo Alckmin e o atual dono da pasta das relações exteriores José Serra (PSDB); vinculados ao governo estão o ministro Geddel Vieira Lima e o senador Romero Jucá; outros dois nomes de peso elencados foram o ex-governador Sérgio Cabral e o atual prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes. Todos foram citados pelos delatores da Empreiteira Odebrecht.

As declarações foram tão impactantes que o juiz federal Sérgio Moro, uma pessoa equilibrada e sensata, não hesitou em alertar:

“Espero que o Brasil sobreviva”, disse Moro a reportagem do jornal Metrópoles.

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