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Ex-diretor da Interpol quer transformar Lava Jato em divisão fixa da Polícia Federal

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O delegado da Polícia Federal aposentado Jorge Barbosa Pontes tem sido um ávido combatente da corrupção e tece duras críticas ao governo do PT, que ficou no poder por 13 anos. Na semana passada, o investigador depôs na comissão que analisa medidas contra a corrupção, na Câmara dos Deputados, e declarou que a Operação Lava Jato mostrou que nos encontramos, no Brasil, diante de um ‘novo animal’ da criminologia, que ele denominou ‘crime institucionalizado’.

Pontes, que se formou como policial no FBI (Polícia Federal dos EUA), discorreu sobre as diferenças entre o crime institucionalizado e o crime organizado, pontuando cada uma delas, e explicou que o institucionalizado representa, para a polícia e o Ministério Público, uma ameaça muito mais complexa do que qualquer forma de crime organizado.

Segundo a tese do delegado, tais esquemas teriam sido selecionados – provavelmente por sua lucratividade – e deslocados e unificados no centro do poder, por intermédio da Casa Civil, em razão de suas atribuições – de escolha e vetos de nomes para nomeações em funções estratégicas – e da sua proximidade com a presidência (Palácio do Planalto).

“E foi exatamente quando diversos desses pontos preexistentes de corrupção, em ministérios e empresas públicas como Correios, Petrobras, etc, foram levados deliberadamente para a Casa Civil da Presidência da República. Assim estaria nascendo o crime institucionalizado”, declarou.

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