,

José Serra está envolvido em grave esquema na Lava Jato. PSDB faz silêncio

016

O chanceler de Temer, José Serra, pode ser o sétimo ministro a cair. Ele é um dos principais alvos da delação premiada da Odebrecht. Em 2010, o tucano recebeu R$ 23 milhões de caixa dois da empreiteira, conforme entregaram executivos a investigadores da Operação Lava Jato. Agora, o delator Pedro Novis revelou os detalhes do crime.

De uma forma geral, os executivos afirmaram que parte do dinheiro foi paga no Brasil e parte foi entregue por meio de depósitos em contas no exterior. Nessa semana, uma reportagem da revista Veja mostrou mais: Pedro Novis disse que Serra pediu que a Odebrecht fizesse doações clandestinas à sua campanha por meio da conta do banqueiro Ronaldo Cezar Coelho, dono do Multiplic, na Suíça.

Cezar Coelho pagou várias despesas da campanha de Serra, como o aluguel do jato usado em suas viagens, no Brasil, sem que a doação da Odebrecht aparecesse. A denúncia também coloca em xeque a licitude da lei de repatriação de capitais, uma vez que Cezar Coelho foi um dos primeiros a aderir a ela para se livrar de punições na esfera penal.

Serra, portanto, será atingido em cheio pela acusação de caixa dois – crime pelo qual o Congresso luta pela anistia. Para comprovar que houve pagamento de forma ilícita, a Odebrecht diz que há extratos bancários de depósitos realizados no exterior, que tinham como destinatária a campanha presidencial do peessedebista.

Serra está na Lava Jato envolvido em uma situação muito grave de corrupção, mas os tucanos continuam preferindo um eloquente silêncio. Em certa medida, não deveríamos ficar surpresos. Afinal, o PSDB nasceu no mesmo lugar que o PT: no coração da esquerda paulistana, com concepções políticas e econômicas muito parecidas.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *