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O presidente do Senado Federal do Brasil recebia propina via senha “lua”. Chega, Renan!

O depoimento sigiloso do empresário e advogado Felipe Rocha Parente, prestado à Procuradoria-Geral da República foi acessado pela Revista Veja. Ele se apresentou como o entregador de propinas oriundas da Transpetro a peemedebistas. E se comprometeu a dar a sua lista de clientes. Segundo a sua confissão, o mais graúdo era mesmo Renan. A subsidiária da Petrobras era presidida por Sérgio Machado, que já fez sua delação. Segundo a apuração do Ministério Público, em dez anos, saíram de lá mais de R$ 100 milhões em propinas — o atual presidente do Senado teria ficado com R$ 32 milhões.

Parente diz que começou a sua vida de entregador de roubalheira em 2004, a convite de Machado. A sua primeira operação foi com a construtora Queiroz Galvão. Ele se encontrou com o dono da empresa, Ildelfonso Colares, e disse a senha: “Lua”. Eis que se materializaram à sua frente R$ 250 mil. E assim se deu ao longo dos anos.

Segundo Parente, quando ele entregava propina destinada a Renan, quem aparecida para receber era Iara Jonas, antiga funcionária do Senado, que também fazia tal serviço para outro senador, Jáder Barbalho (PMDB-PA), em cujo gabinete estava lotada. Parente diz também ter-se reunido com Ricardo Pessoa, da UTC, com quem acertou pagamento de R$ 1 milhão em quatro parcelas. Sim, Renan e Jáder teriam ficado com parte dessa grana. Os senadores negam tudo.

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