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Policial Federal chama o Pará de merda, dirige embriagado e é preso pela PM

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Circulando na madrugada quase deserta e ostentando sua potente Harley-Davison, de cor preta, Sidney Henrique Bruno, um policial federal de 32 anos, nascido no Paraná, não esperava se deparar com uma barreira montada por agentes do Departamento de Trânsito do Pará (Detran). Ao avistar os agentes na avenida Pedro Miranda, entre as travessas Pirajá e Enéas Pinheiro, foi para a outra pista, indo na contramão. O suficiente para chamar a atenção de policiais militares que davam apoio aos servidores do Detran.
A moto de Sidney, que é perito criminal, foi alcançada pela viatura, e os policiais tentaram convencer o motociclista a passar pela barreira para ser submetido ao teste de bafômetro, além de permitir com que os agentes de trânsito verificassem os documentos da motocicleta. Ele resistiu e passou a xingar os policiais militares. Por tudo isso, foi conduzido até a Delegacia Geral. O policial federal aparentava estar embriagado. Segundo o soldado Marcos Gama Pereira, Sidney afirmou que ninguém estava autorizado a prendê-lo, pois era da Polícia Federal.
Sidney foi preso na madrugada de ontem por dirigir alcoolizado, além de ter desacato policiais militares e ter oferecido resistência à prisão. Sidney Bruno ainda atacou o PM, chamando-o de ladrão, segundo consta na ocorrência policial relatada à delegada Rosalina de Moraes Arraes. O policial federal jogou sua carteira de identificação em cima dos PMs e referiu-se ao Estado como sendo um “parazinho de merda”. Ele portava uma pistola de marca Austria Gloch 9×19, com carregador e 18 munições intactas, com a logo do Departamento de Polícia Federal. Sidney foi levado para a Delegacia Geral, onde fez gestos obscenos para outros policiais, que registraram as cenas e enviaram as imagens para o diário.
O policial paranaense precisou ser algemado, pois estava bastante alterado.A delegada, que também foi ofendida pelo policial federal, informou que Sidney foi autuado por dirigir alcoolizado, resistência à prisão e desacato. Foi submetido a um exame de dosagem alcoólica, que constatou o nível acima do permitido. A tolerância continua de 0,34 miligramas de álcool por litro de ar ou de 6 decigramas por litro de sangue. Logo após ser ouvido, Sidney foi conduzido para o Centro de Recuperação Especial Coronel Anastácio das Neves, no complexo de Americano, em Santa Izabel do Pará, região metropolitana de Belém.“Não arbitrei fiança pela arrogância dele. Ele ofendeu os policiais militares, os agentes de trânsito e a mim mesma”, afirmou Rosalina, que revelou ter sido chamada por ele de “macaca”. A delegada também destacou o xingamento que Sidney fez ao Pará. “Eu o prendi para ele aprender a respeitar a terra dos outros e as autoridades”, conclui a delegada.

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