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Tchau, comunista! Obama destruiu o capitalismo e o sonho americano

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Barack Obama, revelou qual foi seu maior erro em oito anos de Casa Branca: a transição no pós-guerra na Líbia, em 2011.

A declaração foi dada em entrevista ao canal de TV americano Fox News, e levada ao ar neste domingo (10). Diante da pergunta sobre qual seu maior erro na Presidência, Obama respondeu de forma direta:

“Provavelmente falhar em planejar pelo dia seguinte, quando eu penso no que seria a coisa certa a fazer na Líbia”

O presidente americano não lamenta a intervenção em si, mas a falta de um plano para o “dia seguinte”. Na entrevista para a “The Atlantic” fica claro que ele esperava que isso partisse das potências europeias, que sempre mantiveram laços estreitos de negócios com Kadafi e, portanto, mais proximidade com a realidade líbia e sua reconstrução posterior.

Antes de se referir à responsabilidade dos parceiros europeus, o presidente americano faz a seguinte introdução: “Nós executamos esse plano tão bem quanto possível: conseguimos um mandato da ONU, construímos uma coalizão, isso nos custou US$ 1 bilhão – o que, em questão de operações militares, é muito barato -, nós evitamos mortes de civis em larga escala, nós nos prevenimos tanto quanto possível de entrar numa longa e sangrenta guerra civil. Apesar de tudo isso, a Líbia foi uma confusão”. Em seguida, diz que “tinha mais fé” nos europeus.

A Líbia é hoje um país dividido, sob o controle de pelo menos dois grupos que se opõem – um deles baseado na cidade de Sirte e outro em Tobruk. A ONU indicou um negociador para tentar formar um governo de coalizão, o que parece mais improvável a cada dia.

A lição do caos líbios é um dos elementos que levaram os EUA a relutar em tomar as mesmas medidas na Síria, onde um conflito se arrasta há cinco anos. Sem que haja emergido um grupo coeso único, capaz de formar um novo governo de coalizão que substitua o atual presidente sírio, Bashar al-Assad, americanos e europeus optaram por armar e treinar grupos locais, sem entretanto se envolver diretamente na guerra, que não dá sinais de estar perto de um fim.

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