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Venezuela aprova julgamento de Nicolás Maduro e abre grave conflito interno

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O Parlamento venezuelano, com maioria da oposição ao governo, aprovou nesta terça-feira (25) a abertura de um julgamento político e penal contra o presidente Nicolás Maduro. A oposição acusa Maduro de quebrar a ordem constitucional e promover um golpe de Estado com a suspensão do processo de convocação de um referendo revogatório.

Foi acordado “que a comissão prepare o início do estudo de responsabilidade penal, política e abandono de cargo”, afirma a resolução aprovada após debate sobre a “situação constitucional da presidência”.

De acordo com a agência Reuters, a Assembleia Nacional ordenou que Maduro compareça à sessão da próxima terça-feira, o que provavelmente será recusado pelo presidente.

Assembleia ‘ilegítima’

É improvável que um julgamento contra Maduro ganhe força, observa a Reuters, já que o governo e a Suprema Corte declararam o Congresso ilegítimo.
“Legalmente, a Assembleia Nacional não existe”, disse nesta terça o vice-presidente Aristobulo Isturiz, referindo-se às decisões da Suprema Corte se que as medidas do Congresso são nulas até que até remova três parlamentares acusados de compra de votos.

Tensão política

A Venezuela vive um momento de alta tensão política após a suspensão, pelo poder eleitoral, do processo liderado pela opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD) para submeter Maduro a um referendo revogatório de seu mandato, que termina em 2019. Manifestações estão programadas em todo o país para a próxima quarta-feira.

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